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terça-feira, 8 de agosto de 2017

SELEÇÃO DE BOLSISTAS PARA A OFICINA MONTAGEM




SELEÇÃO DE BOLSISTAS 
de 01 a 25/08
Enviar uma carta de intenção, constando os seus motivos para realizar o curso e os argumentos que comprovam sua baixa renda.
E-mail: oficinas@grupotrilho.com.br
Divulgação dos selecionados: 29/08


Em setembro, inicia a segunda oficina montagem do Grupo Trilho de Teatro Popular dentro do projeto Ocupa Mário 2017. Dessa vez, levaremos à cena o texto A peça didática de Baden Baden sobre o acordo de Bertolt Brecht. O Trilho nasceu nas oficinas populares da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz no bairro Humaitá na periferia de Porto Alegre, e desenvolve, de maneira colaborativa, uma pesquisa teatral popular e sociopolítica, voltada para a formação e fruição artística.

Se você gostaria de participar da oficina, mas não tem condições financeiras de bancar essa empreitada com a gente, informamos que estão abertas as inscrições para a seleção de 04 bolsas integrais! Basta enviar uma carta de intenção para oficinas@grupotrilho.com.br, constando os seus motivos para realizar o curso e os argumentos que comprovam sua baixa renda.

Nossa intenção é agregar! Descubramos juntos maneiras colaborativas que permitam a valorização de artistas locais e a participação de todos!! A divulgação dos contemplados sai no dia 29 de agosto.


OFICINA DE MONTAGEM
05/09 a 30/11
terças e quintas, das 19h às 22h
Sala Romeu Grimaldi - 3º andar
Casa de Cultura Mário Quintana
Rua dos Andradas, 736

terça-feira, 1 de agosto de 2017

OFICINA MONTAGEM: A peça didática de Baden Baden sobre o Acordo


OFICINA DE MONTAGEM
05/09 a 30/11
terças e quintas, das 19h às 22h
CCMQ
Rua dos Andradas 736
--
Informações pelo email oficinas@grupotrilho.com.br
vagas limitadas
--
MINISTRANTES

Caroline Falero
Leo Bello
Sérgio Baiano


SOBRE O TRILHO

Em setembro, inicia a segunda oficina montagem do Grupo Trilho de Teatro Popular dentro do projeto Ocupa Mário 2017, na Casa de Cultura Mário Quintana. O Grupo desenvolve, de maneira colaborativa, uma pesquisa teatral popular e sociopolítica, voltada para a formação e fruição artística tendo como referências principais o estudo do Teatro Épico e didático de Bertolt Brecht, a pesquisa da musicalidade cênica e a linguagem da palhaçaria. A união desses elementos resulta, desde 2011, na construção, em sala de trabalho, de dramaturgia e trilha sonora autorais.  Ao longo dessa trajetória, a relação entre teatro e aprendizagem continua sendo um dos alicerces da poética do Grupo. A influência de Brecht exige de seus integrantes a eterna busca pelo aprendizado e pela atuação crítica em suas ações artísticas e ideológicas. Ao mesmo tempo, reforça a busca por um teatro que tire seu espectador do estado passivo e apreciativo e o leve à reflexão sobre a transformação da sociedade em que está inserido.  O segundo espetáculo do repertório do Grupo foi a peça didática A Decisão, de Brecht, em 2008, um momento fundamental da trajetória do Trilho, sendo possível, através desse processo, a construção de identidade e de linguagem que seriam reforçadas nos anos seguintes. A montagem contou, também, com a criação de uma monografia que traça paralelos entre a criação teatral coletiva e os conceitos de indivíduo e coletivo.

SINOPSE DA OFICINA

A oficina montagem propõe uma abordagem ao trabalho do ator, partindo de seu potencial criativo. O curso é direcionado a atores e a não atores e tem como objetivo a montagem do texto A peça didática de Baden Baden sobre o acordo, escrito em 1930 por Bertolt Brecht. Durante 03 meses, o aluno é convidado a se envolver em todas as etapas do processo de montagem: preparação corporal e vocal; abordagens teóricas sobre o texto do dramaturgo alemão - como o contexto da Alemanha na época em que o texto foi escrito, relacionando com o atual contexto do Brasil; exercícios de improvisação e de expressão corporal; construção de personagens e de cenas; ensaios; e, por fim, a realização de 03 apresentações. 
Nesta segunda edição será mantida a disponibilidade de 04 bolsas integrais para pessoas interessadas em participar da oficina mas que não tenham condições financeiras para o investimento. A seleção dos bolsistas acontecerá mediante análise de carta de intenção. 

A oficina de montagem é ministrada pelos atores Caroline Falero e Leo Bello e pelo músico  Sergio Baiano, todos integrantes do Grupo Trilho de Teatro Popular. 


SOBRE O TEXTO

A peça didática de Baden Baden sobre o acordo foi escrita por Brecht em 1930 e, segundo Fernando Peixoto, “rompendo com todo o teatro tradicional, passa agora à construção de um teatro mais consequente, direto, didático, pedagógico, incisivo, seco, decididamente político”. A peça foi escrita em resposta ao seu texto radiofônico, também didático, anterior O vôo sobre o oceano. Neste primeiro, o tema é a glorificação da ciência moderna em sua batalha contra a natureza. O tema é retomado no ano seguinte com o texto Baden Baden, porém aprofundando agora a própria contestação do progresso. Um estudo objetivo da responsabilidade do homem no mundo, girando em torno da pergunta: o homem ajuda o homem? O texto se estrutura em 3 enquetes e a resposta é sempre negativa. 


 SOBRE BRECHT

Sob forte influência do teatro Agitprop (abreviação de agitação e propaganda), uma ferramenta de disseminação das ideias e princípios do comunismo, criado concretamente pelo Partido Comunista Soviético, em 1920, e também experienciado pelo diretor alemão Erwin Piscator na Alemanha social democrata, Brecht rompe com o teatro tradicional. Em seus textos anteriores, contestou a super estrutura cultural burguesa a partir dela mesma e de seus elementos. Passa agora a construção de um teatro novo. As peças didáticas de Brecht seriam uma oportunidade de realizar uma arte política destinada não somente aos espectadores mas também aos próprios realizadores. Os atores de seu teatro didático deviam ensinar aprendendo. A Alemanha, nesse período, conta com cerca de 14 mil corais operários, que querem um repertório adequado às suas atividades. Alguns querem mesmo textos revolucionários para serem cantados e representados. Brecht começa então a modificar totalmente a função e o sentido do teatro na sociedade, instituindo formalmente variações entre o Teatro Dramático e o Teatro Épico (posteriormente Brecht passa a usar o termo Teatro Dialético).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

GRUPO TRILHO DE TEATRO POPULAR APRESENTA 
MAHAGONNY: CIDADE ARAPUCA
NA CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA




O Grupo Trilho de Teatro Popular apresenta, na próxima semana, MAHAGONNY: cidade arapuca na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre. A montagem é resultado da primeira oficina montagem do Grupo, projeto que foi contemplado no edital Ocupa Mário.

MAHAGONNY: cidade arapuca é a adaptação da peça “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny” de Bertolt Brecht. A montagem foi criada com a orientação cênica e musical dos integrantes do Grupo Trilho, a partir do material autoral dos oficinandos, apostando no potencial criativo de cada um. Durante o período de março a julho de 2017, o Trilho experimentou, pela primeira vez em seus 11 anos de existência, ministrar uma oficina utilizando seus processos de criação: o Teatro Épico, a palhaçaria e a investigação musical.

A peça conta a história da fundação e da ruína de uma cidade fictícia chamada Mahagonny, uma associação direta aos grandes centros urbanos, onde as relações sociais estão interligadas com o consumo, com a ideia de um prazer que pode ser adquirido por meio de pagamento. Após a ameaça de um furacão, os habitantes vão ao extremo e decidem que tudo é permitido, desde que se tenha dinheiro para pagar.

Seguindo a pesquisa do teatro social e popular, que compõe 11 anos de trajetória, o resultado da oficina montagem traz às ruas de Porto Alegre uma Mahagonny que em muito se parece com Porto Alegre, ou mesmo com qualquer outra localidade do Brasil. 

Nos dias 07, 08 e 09 de julho, será possível prestigiar o resultado desse processo. As apresentações acontecem às 20h, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana. A entrada é gratuita e a colaboração espontânea!


MAHAGONNY: cidade arapuca
07,08 e 09 de julho
sexta, sábado e domingo, às 20h
Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana
Rua dos Andradas, 736.
ENTRADA GRATUITA com contribuição espontânea no chapéu
Mais informações: 

Sinopse: 
A peça conta a história da fundação e da ruína de uma cidade fictícia chamada Mahagonny, uma associação direta aos grandes centros urbanos onde as relações sociais estão interligadas com o consumo, com a ideia de um prazer que pode ser adquirido por meio de pagamento. Após a ameaça de um furacão, os habitantes vão ao extremo e decidem que tudo é permitido, desde que se tenha dinheiro para pagar.


Ficha técnica 
Elenco: Douglas Ferreira, Eduardo Schenini, Fernanda Stürmer, Gabriel Farias, Luiz Lisboa, Manu Goulart, Matheus Fernandes, Patrícia Rocha e Pedro Sitta 
Orientação Cênica: Bruna Immich, Caroline Falero, Daniel Gustavo e Leo Bello 
Orientação Musical e Vocal: Morena Bauler e Sergio Baiano 
Criação da Trilha Sonora: Sérgio Baiano e Fernanda Stürmer
Confecção de adereços: Francisco de los Santos e Liana Keller
Arte Gráfica: Luiz Lisboa
Adaptação coletiva do texto "Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny" de Bertolt Brecht
Fotos: Marla Assumpção
Duração: 50 min aproximadamente
Faixa etária recomendada: indicado para maiores de 14 anos 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Neste final de semana tem Umbigo na Usina


Em novembro tem dobradinha do Umbigo no estacionamento da Usina do Gasômetro. Serão realizadas apresentações nos dia 14 e 15 de novembro, às 16 horas. A atividade integra o projeto Usina das Artes, um projeto onde 10 grupos da cidade ocupam salas do Centro Cultural Usina do Gasômetro em troca de contra partidas culturais e sociais. Vale a pena acompanhar nossas atividades. Tem muito coisa legal rolando por aqui. 

foto: Paula Carvalho

O espetáculo apresenta uma cidade fictícia, onde todos seus habitantes pensam no próprio umbigo. Conhecemos a história de quatro personagens: Rick da Silva Motta, Mary Maravilha, José Arésio e Joana de Calcutá que se encontram durante um assalto ao Umbigo Bank. Através dessa parábola, irônica e bem humorada, são encenadas situações egoístas como reflexo do cotidiano em que o grupo está inserido.

Umbigo
Dias 14 e 15 de novembro, sábado e domingo, às 16h
Local: Estacionamento da Usina

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

UMBIGO na 29ª Feira do Livro de Gravataí

foto: Paula Carvalho

E nesta terça-feira, dia 20 de outubro, vamos umbigar na 29ª edição da Feira do Livro de Gravataí. A apresentação do espetáculo "Umbigo" será realizada às 15h30 no Espaço da Feira, na Praça Dom Feliciano.

Em sua 29ª edição, a Feira contará com diversas atrações gratuitas e abertas ao público, como oficinas literárias, bate-papos com escritores e palestras, entre outras atividades relacionadas à literatura. O tradicional encontro de escritores, livreiros, artistas e comunidade ocorrerá entre 20 e 25 de outubro na Praça Dom Feliciano.

Detalhes do evento (facebook): http://on.fb.me/1GeCBUa

Serviço
UMBIGO
20 de outubro, terça-feira, às 15h30
na 29ª Feira do Livro de Gravataí - Praça Dom Feliciano - Gravataí/RS

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Umbigo em Farroupilha

A temporada do espetáculo Umbigo segue em frente. Até o dia 31 de agosto, sextas, às 12h, na Praça da Alfândega e domingos, às 15h, na Redenção, próximo ao chafariz.

Mas, no meio da temporada, no sábado dia 16/08, vamos à Farroupilha! A apresentação será às 16h e faz parte da programação do MOTIN - Mostra de Teatro Independente, realizado pela Marca Produções, dentro do projeto Fábrica de Sonhos.



Sobre o evento

O MOTIN - Mostra de Teatro Independente reunirá na cidade de Farroupilha mais de 200 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, que fazem teatro nas cidades onde a Fábrica de Sonhos atua. O evento inicia às 9h e encerra às 22h e conta com uma programação repleta de atividades artísticas e culturais. Além da festa de confraternização, um dos destaques da programação será a apresentação da peça Umbigo, do Grupo Trilho de Teatro Popular de Porto Alegre.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Umbigo - Clipe do espetáculo

Está quase chegando o dia do início da nova temporada do espetáculo de teatro de rua Umbigo. Será de 1º a 31 de agosto, sextas, 12h, na Praça da Alfândega e domingos, 15h, na Redenção, ao lado do chafariz.

Enquanto não chega a hora, da uma olhadinha no clipe do espetáculo!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Umbigo - Temporada em agosto

De 01 a 31 de agosto, vamos realizar uma temporada do espetáculo de teatro de rua Umbigo, o nosso mais recente trabalho. As apresentações ocorrem na Praça da Alfândega nas sextas às 12 horas e nos domingos às 15 horas no Parque da Redenção, ao lado do chafariz.




Umbigo estreou no dia 23 de maio deste ano, dentro da programação do nosso aniversário de 08 anos. O espetáculo apresenta uma cidade fictícia, onde todos seus habitantes pensam no próprio umbigo. Conhecemos a história de quatro personagens: Rick da Silva Motta, Mary Maravilha, José Arésio e Joana de Calcutá que se encontram em um assalto ao Umbigo Bank. Através dessa parábola, irônica e bem humorada, é encenada a pesquisa sobre o egoísmo humano e seus comportamentos em diversas ocasiões.

A direção é de Caroline Falero, a dramaturgia é de Fábio Castilhos. Em cena estão Bruna Immich, Daniel Gustavo, Fábio Castilhos, Giovanna Zottis e os músicos Gabriel Gorski e Sergio Baiano, também responsáveis pela criação da trilha sonora. Os figurinos e adereços são de Margarida Rache e Patrícia Preiss.

Aproveite!!!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Umbigo e Aniversário de 8 anos

Neste final de semana que passou estreamos o espetáculo Umbigo. Foi um imenso prazer compartilhar esse trabalho com os espectadores e ter visto na plateia um bocado de amigos nos assistindo. E já estamos ansiosos para o segundo e último final de semana da temporada de estreia. Sexta, dia 30/05, às 12 horas, na Praça da Alfândega. Sábado e domingo (31/05 e 01/06), às 15 horas, na Redenção próximo ao chafariz. 

Foto: Melissa Dornelles


E no dia 05 de junho começamos a programação de aniversário de 8 anos, na Sala Álvaro Moreyra, com o bate-papo "Teatro de Grupo ou Grupo de Teatro: A função do teatro na atualidade". A programação segue com a apresentação do espetáculo O Baú - Lembranças & Brincanças. 



Na semana seguinte tem a oficina Saída de Emergência, no dia 12/06 e nos dias 13, 14 e 15/06 tem apresentação do espetáculo O Homem Mais Sério do Mundo.

Te esperamos lá!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Giovanna Zottis

Agora é a minha vez de falar sobre esse processo: o M.E.U. Umbigo! E tentarei aqui, caro leitor, ser o mais clara possível. Mas, confesso que já estamos há tanto tempo mergulhados neste nosso Umbigo, que temo estar falando umbiguês como se fosse português.

Já há algum tempo o Trilho manifesta a vontade de ir para a rua. Na época de “A Decisão” chegamos a comentar sobre a impossibilidade de ser esse um espetáculo de rua e sobre as características que pensávamos que um espetáculo de rua deveria ter. Vieram depois os infantis “O Baú- Lembranças & Brincanças” e o “O Homem Mais Sério do Mundo”, ambos em palco italiano. E, até então, as idas à rua aconteceram em forma de intervenções e esquetes.

No final de 2012, já falávamos que o próximo espetáculo seria de rua (como quem diz: agora tem que ser!). E, ao mesmo tempo que se disse rua, já ouvimos a Carol dizer: eu dirijo (como quem, jogando Rondon, diz: eu pego!).
A temática EGOÍSMO já estava lançada e a palavra UMBIGO já cercava nossas mentes, ainda que incertos de que esse seria o nome.



Em 2013, começamos os nossos E.U.  (abreviação que usava na minha agenda para marcar os dias de Ensaio do Umbigo). Esta abreviação também chegou a ser cogitada como nome para a peça e ainda houve diversos desdobramentos sobre o que poderiam significar essas duas letras... tantos, tantos e tantos que chegamos até em Esquizofrenia Urbana (?) - sem que esse fosse seriamente cogitado.

Olhos atentos pelas ruas, para falar dos egoísmos coletivos, tão claramente presentes nas grandes cidades. Olhos atentos no grupo para perceber e apontar os nossos egoísmos. E o mais difícil, olhos atentos aos nossos umbigos, para se auto perceber e aceitar os apontamentos.

E começamos assim, sempre após Esticar os Umbigos (referencia as sessões de alongamento), e após a meditação do coração, trazendo para as improvisações essas nossas observações.


Desde então, muita coisa aconteceu para que chegássemos a essa proposta que está agora prestes a estrear. Estamos todos grávidos, chegando ao final de uma longa gestação, com dores, inchados e cheios de expectativas. Por vezes querendo que nasça logo, por vezes querendo segurar o máximo que der dentro da barriga, com medo de tudo que virá após o nascimento! Quero um parto humanizado, e respeitar o tempo necessário para se fazer o corte do cordão Umbilical! Sabendo que o nascimento é o primeiro passo, estou contando com os amigos para um crescimento saudável e com o retorno do público, para que assim o espetáculo seja lapidado.


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Gabriel Gorski

Olá, meu nome é Gabriel Görski da Rocha, tenho 25 anos e estou sem fumar a 5 minutos. Obrigado.

Agora que a gente já se conhece um pouco eu tenho que escrever aqui o meu ponto de vista do processo do espetáculo Umbigo. Primeiramente, já me desculpando, é muito difícil pra mim me expressar escrevendo, geralmente o meu vocabulário diário é composto de 10 palavras que usadas com entonações diferentes dão conta de todas as situações cotidianas, mas enfim, vou tentar...

Como músico, já participei de alguns espetáculos de teatro, mas o Umbigo é o primeiro que eu estou participando de todo o processo de criação. Nos outros trabalhos com teatro, sempre fui convidado no final do processo para executar uma parte musical que já tinha sido ou estava sendo criada por outras pessoas. Esse foi um dos primeiros desafios, o trabalho de composição e concepção musical do espetáculo. No meu trabalho musical, sempre foquei na execução, interpretação e improvisação, mesmo quando envolvia composição, era baseada em uma coisa que já existia. O Baiano, por outro lado, já é acostumado a trabalhar com composição, então acho que nosso trabalho foi se complementando com o tempo, até chegar um ponto em que a gente sentava pra compor uma música e ela vinha do inicio ao fim. Essa experiência de criação musical e de como relacionar os momentos musicais com os cênicos, esta sendo um grande aprendizado para mim.



O segundo desafio, talvez o primeiro em nível de dificuldade, é o fato dos músicos estarem em cena. O primeiro ensaio que a Carol falou, “vamo lá, caminhando pelo espaço”, eu pensei, “como assim?! Eu não vou ficar ali sentadinho tocando meu instrumento?” Foi muito difícil conseguir me soltar o mínimo só para poder participar dos jogos e exercícios de atuação, e só de ter conseguido o mínimo, eu sinto que foi uma experiência muito boa para o meu crescimento pessoal. Acredito que se expor sem ter medo de ser ridículo seja uma das coisas mais difíceis pra nós que vivemos em um mundo de imagens e aparências.

Como já falei em uma reunião, uma das coisas que eu admiro nas pessoas do Grupo Trilho, é que todo mundo “trabalha e não se mixa”. Essa experiência de trabalho que não envolve somente a parte artística é uma coisa que eu tenho aprendido muito com as pessoas do grupo e que eu procuro levar como experiência profissional pra mim e para os outros grupos que eu trabalho.

Talvez eu tivesse mais coisas pra falar, mas como eu já to escrevendo nos 45 do segundo tempo e o Fábio já veio me cobrar o texto pelo facebook, vou mandar assim mesmo.
Até mais !

domingo, 18 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Bruna Immich

Em uma de nossas reuniões de grupo o foco era definir qual seria o nosso novo espetáculo. Na conversa, decidimos que queríamos nos aventurar, colocar nosso trabalho na rua e realizar a apresentação do nosso novo espetáculo num local público e sem nenhuma restrição de idade e gênero. Trabalhamos no grupo com a rotatividade na direção e essa foi a vez da Carol. Só que a moça não se contenta com pouco e disse que queria muitos atores para esse espetáculo. Foi onde surgiu o MEU desafio: voltar a atuar. Tive uma resistência inicial a essa proposta devido a MINHA insegurança com o MEU trabalho de atriz que estava há muito tempo adormecido. Entre vários argumentos utilizados pelos colegas para me convencer, tem um que, de tão bizarro, eu nunca vou esquecer: não vai ter luz, é de rua. Topei o desafio, claro que não por esse argumento, mas porque estava na hora de EU ME arriscar um pouco mais.

Iniciamos o processo nos encontrando para ler textos, debater sobre filmes e até ai estava tudo muito confortável, mas foi quando a Carol deu a primeira tarefa de férias que comecei a ter consciência do que vinha pela frente. A tarefa era montar uma cena do nosso ponto de vista sobre o egoísmo. Foi quando a MINHA insegurança começou a agir. Juntei alguns textos que queria utilizar, pensava em várias propostas de cena e nada me agradava. Como eu estava até há pouco com esse relato. Corri para a Carol e ela propôs que fossemos para a sala de ensaio juntas. Posso dizer que, quando apresentei as propostas, a cena foi se construindo conjuntamente e as dificuldades que eu estava imaginando praticamente não existiram, o conflito e a insegurança foram passando e percebi que realmente o trabalho estava só adormecido e me entreguei de corpo e alma para essa pesquisa.



No grupo, como já citado por outros colegas, temos um trabalho colaborativo então além da Carol, durante todo esse processo tive os olhos atentos e as críticas construtivas do Daniel, do Fábio, do Gabriel, da Giovanna e do Sergio, além da Melissa que, volta e meia, está por perto. Essa família Trilho fez com que hoje eu esteja mais segura com o MEU trabalho de atriz.

Se colocarmos no papel o que realmente conseguimos ensaiar, como boa burocrata que sou (risos), nosso processo de sala de ensaio completa 10 meses agora em maio. E, neste tempo, improvisamos muitas cenas até conseguirmos encontrar um norte para dramaturgia. Destas cenas acho que a única que se mantêm é a TV LED que EU amo fazer! E, neste norte, surgiu a ideia de uma cidade fictícia onde todas as pessoas pensam no seu próprio UMBIGO. Ainda bem que é fictícia, não é? Mas uma cidade é cheia de pessoas e no nosso caso, cheia de personagens. E está sendo prazeroso e divertido criar e fazer a Joana, a Carmem, a Janete, o Wellington, o lutador entre tantos outros que povoam esta cidade!


A estreia está chegando, o coração aflito, os nervos à flor da pele, mas tenho certeza de que nosso trabalho está consistente e acredito que estamos prontos para mostrar o nosso UMBIGO.

sábado, 17 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Sergio Baiano

Olá telespectadores, leitores e seguidores do blog do Grupo Trilho! Estou aqui para contar a história da minha vida! Ou pelo menos a parte dela que entra em intersecção com o processo do espetáculo Umbigo. Durante o processo eu usei muito a desculpa “eu não sou ator” quando eu queria que não me exigissem muito de algum exercício, jogo ou improviso que me era proposto e que eu sentia dificuldade. Por uma questão de coerência e unidade, vou dar a mesma desculpa aqui dizendo que não sou escritor. Resolvi então que não me ateria muito a forma da maneira que vou contar, sem me preocupar com um fio condutor ou com os temas se encadeando e coisa e tal. Não por escolha estética mas por falta de técnica e tempo mesmo. Pode ser que fique um pouco confuso, mas creio que o leitor sincero e interessado há de compreender o âmago daquilo que quero transmitir.

Inicialmente a ideia de estar em cena me trazia um certo receio como músico, entretanto eu confiava que com o tempo isto iria se tornar mais natural e eu ficaria menos inseguro, e a perspectiva de ficar menos inseguro me animava. Confesso que minhas dificuldades eram enormes nas dinâmicas e jogos de improviso. Era difícil me mexer, me expor. Mas é muito bom trabalhar com o corpo. Músicos deviam tentar mais isso. Lembro com certa nostalgia das manhãs de ensaio em 2013 ainda no Ferrinho. Iniciavam lentas e preguiçosas, mas quando terminavam eu saia renovado e energizado para continuar o dia.

As vivências dos ensaios do processo de criação deste espetáculo, dialogaram constantemente com processos particulares meus de autoconhecimento que ocorriam paralelamente. A vida para mim é uma espécie de laboratório em que eu posso observar as coisas que me acontecem e a forma como eu reajo a elas, e usar estas observações para compreender melhor a mim e ao universo, e os ensaios eram como uma espécie de laboratório intensivo de vida, pois sempre havia coisas para analisar e observar de mim mesmo.



Desde o início do processo foi estabelecido que como os músicos estariam em cena, teriam que participar também dos encontros e treinamentos com os atores, para ser exercitado a questão de presença cênica, energia do corpo e essas coisas aí que eles fazem. Esta participação seria necessária também para que a gente fosse mais do que só colaboradores que iriam fazer a música depois de o espetáculo já pronto. A experiência de estar participando dos jogos, aquecimentos e improvisos com os atores foi algo que teve um grande valor no meu desenvolvimento pessoal. Estar em grupo sempre é um grande exercício, e estar se expondo e trabalhando com a energia corporal foi algo que certamente contribuiu muito para o meu desenvolvimento pessoal neste período.

Tenho uma certa prática com processos criativos devido a minha graduação em composição em que passei os quatro anos exercitando-o e observando-o, trabalhando diariamente em composições e apresentando o progresso do trabalho semanalmente nas aulas de composição. Entretanto, no  processo do espetáculo Umbigo tive uma experiência nova em dois aspectos: por ser um processo coletivo, e por se estender ao longo de mais de um ano.
Primeira vez que participo de um processo criativo tão longo. Foram aproximadamente 17 meses, desde as primeiras reuniões até a estréia que será neste fim de semana. Um processo criativo é sempre uma aventura por dentro de si mesmo, e este foi especialmente assim por se tratar de um processo coletivo.
 
Pude observar ao longo dos ensaios os meus diversos estados de energia física e psíquica e esta observação foi muito rica para esta minha pesquisa de estar vivo. Alguns dias sentia meu corpo cheio de calor e energia, de forma que não conseguia ficar parado e tinha que ficar pulando ou mexendo o corpo o tempo todo, enquanto em outras ocasiões me movimentar era um grande sacrifício. Da mesma forma enquanto algumas vezes expressões, falas e reações brotavam de forma mais instantânea, outras vezes parecia que havia uma grande barreira invisível entre mim e o mundo  fora dos limites do que pode ser considerado eu.


Acho que a princípio era isso que eu tinha pra falar da minha experiência neste processo, e para concluir quero dizer que não sou escritor, portanto me dou ao direito de não fazer uma conclusão decente.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Fábio Castilhos

Para falar sobre o processo do espetáculo Umbigo, resolvi encarar-me de frente numa auto entrevista.

Fábio: O Grupo Trilho de Teatro Popular está estreando o espetáculo Umbigo, como está sua expectativa?

Castilhos: Estou bastante ansioso. Foi um longo processo, mais de um ano, está na hora desse trabalho nascer. Tivemos momentos de prazer, de criatividade, mas também de crise e dificuldades. Acho que todo trabalho criativo passa por isso, né? E no Trilho o processo é muito importante, essa questão da criação coletiva. Apesar de que nos últimos trabalhos estamos experimentando o que alguns chamam de criação colaborativa, ou seja, cada um tem uma função. Coletiva ou colaborativa, tanto a faz, o que eu percebo é que percorremos um caminho mais tortuoso, mas no fim acho que mais satisfatório também, pois todos os envolvidos estão imbuídos do trabalho, o resultado final tem a cara, e o dedo, de cada um de nós. É um processo criativo e também de aprendizagem, de autoconhecimento. Estamos falando de egoísmo, e não tem como não se confrontar com o seu e repensar suas atitudes.

Fábio: Falando em criação coletiva ou colaborativa, nas funções de cada um, eu sei que neste trabalho tu estás atuando e também como dramaturgo. Como é exercer essas duas funções?

Castilhos: Então, é a segunda vez que fico responsável pela dramaturgia. A primeira foi no Baú – Lembranças & Brincanças, no qual eu dirigi também. Nessa primeira ocasião, as funções eram complementares, mais próximas. Já no Umbigo não. Tive o trabalho de me distanciar, para cada função. Foi mais difícil. No Baú, a dramaturgia foi criada quase toda em sala de trabalho. No Umbigo, bastante coisa foi criada nos ensaios, mas eu tive a oportunidade de escrever mais. Tive mais esse trabalho prévio de escrever cenas, canções, situações para serem improvisadas. Foi um processo diferente.



Fábio: E os próximos projetos?

Castilhos: Agora é focar na estreia do Umbigo. Já fizemos alguns ensaios abertos com público e a recepção foi muito legal, mas estreia é estreia! Então é o momento de utilizar toda a energia possível para essa reta final. E sentir como vai ser a troca com o espectador, com os espaços que vamos apresentar. Ah, tem o aniversário de 8 anos do grupo, que comemoramos em junho e que a estreia do Umbigo já faz parte das comemorações. Em junho faremos apresentações dos nossos dois espetáculos infantis: O Homem Mais Sério do Mundo e O Baú – Lembranças & Brincanças, além de outras atividades. Então é isso, focar nessas duas coisas.

Fábio: E o que tu destacarias no Umbigo?

Castilhos: Que pergunta difícil, hein? Não sei, o espetáculo como um todo, chegamos num resultado que me agrada muito. Porém, se tem que destacar alguma coisa, eu destaco então as músicas, o espetáculo é quase um musical (risos), destaco também os figurinos da Margarida (Rache), que são um espetáculo à parte. E as minhas cenas, é claro!

Fábio: Imaginei... (Risos) Muito obrigado por conceder essa entrevista, foi um prazer!


Castilhos: Que isso, o prazer foi meu!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Caroline Falero

SUJEIRA DE UMBIGO – De pesquisador a objeto de pesquisa

Nossa pesquisa para o espetáculo UMBIGO, começou no final de 2012. EU mostrei interesse em assumir a posição de diretora, principalmente porque definimos que o próximo trabalho seria para a rua. Esta linguagem ME fez querer muitas pessoas em cena, trabalhando a boa e velha comédia que é marca registrada do Grupo Trilho de Teatro Popular e uma das características mais marcantes na MINHA atuação. A posição de diretor nos dá a possibilidade de propor um tema ao grupo. Na MINHA cabeça estava muito presente a corrupção, mas não era bem sobre isso que EU queria falar, não era esse o tema. Corrupção era a consequência. 

Comecei a pensar no que leva as pessoas a cometer – primeiramente - grandes atos egoístas, como usar para si o dinheiro de fiéis, como roubar dinheiro público, como matar famílias em um acidente de trânsito por estar alcoolizado ao volante, por exemplo. Pensava nessas situações, mais abrangentes, e as tentava contextualizar para entender como aconteciam e por que aconteciam. Sobre os pequenos atos egoístas, há tantos na rua que ME irritam profundamente, me pego bufando e observando na Voluntários da Pátria as diversas figuras, o ritmo individual, “cada um no seu cada qual”, nos seus celulares, nos seus carros... eu também estou no meu celular, eu atrapalho um pouco mais o fluxo quando paro para refletir sobre tudo isso na rua lotada de gente. Nas conversas em grande grupo, chegamos ao EGOÍSMO como o objeto de pesquisa e ao universo dos editais de financiamento para conseguirmos alguma verba para montagem. EU ia experimentando escrever sobre esse novo trabalho e pensava: tô tirando do meu umbigo toda essa “filosofia” inicial.



Em novembro de 2012, começamos a nos encontrar para conversas, sessões de filmes, músicas, textos teóricos e teatrais. Em 2013, o trabalho prático foi intenso. Os atores elaboraram inicialmente cenas sobre egoísmo e os músicos composições sobre o tema. Eu parti da improvisação de situações egoístas, pois tínhamos muitas cenas que vinham de imagens, temas, lugares, objetos, além de cenas e músicas escritas por Fábio Castilhos. A visão inicial do espetáculo era como um panorama de diversas situações egoístas, sem protagonistas e sem uma cronologia definida. Trabalhávamos com a ideia da história de uma cidade, mas nada tinha foco e era difícil amarrar todo o material numa lógica dramatúrgica. Foi quando definimos os quatro personagens principais (Ricky da Silva, José Arésio, Mary Maravilha e Joana de Calcutá) e suas trajetórias que conseguimos evoluir na montagem.

A direção foi um grande desafio, queria estar mais como organizadora do material, experimentado em sala de trabalho, do que elaborar uma ideia partindo da minha visão, afinal falávamos sobre egoísmo, então não queria que nada partisse de mim e sim do grupo. Ao mesmo tempo, a responsabilidade de fomentar a criação desse material cênico era minha e me sentia extremamente insegura em relação às escolhas que fazia. Foi doloroso. É contraditório, pois quando estou atuando me sinto à vontade para pensar em elementos da direção e quando estou dirigindo minha visão de atriz é o que prevalece na forma de dirigir. Dos conflitos me lembro da parceira de grupo e amiga Melissa Dornelles dizendo: acho muito bonito essa tua ideologia de todo mundo pegar junto, mais cai na real, se tu não tomar a rédea esse trabalho não vai acontecer. Foi duro ouvir isso, mas foi importante entender que o egoísmo nunca estaria distanciado, nossas atitudes egoístas ao agir seriam mais um desafio ao longo de tudo e alguém tinha que manter a “casa em ordem”.

O maravilhoso disso tudo – há quem possa achar masoquista – é que foi um ano e meio de pesquisa para essa comédia construída do conflito e da dúvida. A única certeza é que se tratava de uma pesquisa sobre o egoísmo. O egoísmo reinava em tudo e em todos e fico orgulhosa de ver um resultado que tão bem representa esse longo processo - de pesquisadores passamos a objeto de pesquisa. O trabalho traz à cena, através de uma parábola irônica e bem humorada, nosso conflito egocêntrico durante a montagem e situações e personagens egoístas em uma cidade fictícia onde todos pensam no próprio umbigo.
Ainda bem que é faz de conta, né?  


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Daniel Gustavo

Oi! Como todos os processos de criação do Grupo Trilho em que participei, o Umbigo foi (está sendo) longo e repleto de momentos.  Esta característica tão nossa me dá a nítida sensação de que o trabalho se confunde com a tua vida, de que teu prazer está aliado ao fazer artístico e de que tua existência depende daquilo que levas à cena. Na minha opinião, ponto pra nós! Já não há criação sem crise e entrar em processos de dúvida faz parte do meu crescimento.

Não posso dizer que tenho sido muito ativo na concepção teórica e na construção da dramaturgia e, por outro lado, compreendo cada vez mais o que fazemos na medida em que encenamos nossos ensaios para as paredes vazias de uma sala ou, no máximo, para o olhar atento da direção. Sigo pela prática e tenho um modo todo pragmático de atuar.



Creio que nosso espetáculo vai para rua numa expectativa de se completar no durante, sentindo o ventinho do não haver três ou quatro paredes ou a presença dos ruídos da cidade de todos. Também creio que tenhamos optado pelo riso, pelo tempo cômico , para dar o nosso recado e de que essa opção nos exige a resposta do público real. Em nossos ensaios abertos, percebemos o que funciona, mas acho que nem sempre seremos felizes...faz parte. E falar para mais alguém de carne e osso, dialogando com seus suspiros, bocejos, risadas, coceiras, respiros, distrações e reações nos dá o poder do aqui e agora em mãos....isso me alegra. 

Assim como me alegra trabalhar com quem trabalho, colegas de anos e músicos de talento que incorporam ao Trilho a busca por um Grupo. Tomara que nosso teatro seja de Grupo realmente. 

Enfim, vamos refletir todos juntos!!! Hoje em dia, não dá mais para ficar passivo e acomodado, mas vou ficar contente em ver cuias de chimarrão na ativa e cangas estendidas para prestar melhor atenção. Uhuuuuu  :o)

domingo, 11 de maio de 2014

Estreia do espetáculo "Umbigo"

É com muito orgulho, satisfação e um tanto de apreensão, que no dia 23 de maio, às 12 horas, na Praça da Alfândega (Rua dos Andradas), vamos estrear nosso espetáculo de rua "Umbigo". As apresentações seguem nos dias 24 e 25 no Parque da Redenção, próximo ao chafariz, às 15 horas. Na outra sexta, 30 de maio, voltamos à Praça da Alfândega, às 12 horas e nos dias 30 de maio e 1º de junho, na Redenção às 15 horas.



O ser humano é egoísta por natureza ou essa característica é uma construção social? Intelectuais e estudiosos de todos os tempos nunca chegaram a uma conclusão. A resposta definitiva pouco importa. O ser humano consegue ser egoísta e altruísta ao mesmo tempo, conforme a situação em que se encontra. Sem querer incorrer na dicotomia certo/errado, dividindo o mundo em dois polos antagônicos, todos nós temos momentos individualistas em menor ou maior grau. Mais que respostas, o espetáculo "Umbigo" quer trazer à cena questões que reflitam sobre esse comportamento e, com riqueza de detalhes, mostrar as diversas direções por onde se pode olhar. Neste espetáculo, o Grupo Trilho de Teatro Popular utiliza-se da comicidade para falar sobre a natureza egoísta do ser humano, sobre a capacidade de “olharmos apenas para o nosso umbigo” e sobre as justificativas interessantes que podemos usar para isso.

Sinopse
Em uma cidade fictícia, onde todos seus habitantes pensam no próprio umbigo, conhecemos a história de quatro personagens: Rick da Silva Motta, Mary Maravilha, José Arésio e Joana de Calcutá que se encontram em um assalto ao Umbigo Bank. Através dessa parábola, irônica e bem humorada, é apresentada a pesquisa sobre o egoísmo humano e seus comportamentos em diversas situações.

Ficha Técnica:
Direção: Caroline Falero
Dramaturgia: Fábio Castilhos
Elenco: Bruna Immich, Daniel Gustavo, Fábio Castilhos e Giovanna Zottis
Músicos / Trilha Sonora: Gabriel Gorski e Sergio Baiano
Figurinos: Margarida Rache
Adereços: Patrícia Preiss
Agradecimento especial: Diego Ferreira, Fernando Faleiro e Melissa Dornelles

Umbigo
De 23 de maio a 1º de junho
Sexta: Praça da Alfândega, Rua dos Andradas, 12 horas
Sábado e domingo: Parque da Redenção, próximo ao chafariz, 15 horas  
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