terça-feira, 20 de maio de 2014

Meu Umbigo - por Giovanna Zottis

Agora é a minha vez de falar sobre esse processo: o M.E.U. Umbigo! E tentarei aqui, caro leitor, ser o mais clara possível. Mas, confesso que já estamos há tanto tempo mergulhados neste nosso Umbigo, que temo estar falando umbiguês como se fosse português.

Já há algum tempo o Trilho manifesta a vontade de ir para a rua. Na época de “A Decisão” chegamos a comentar sobre a impossibilidade de ser esse um espetáculo de rua e sobre as características que pensávamos que um espetáculo de rua deveria ter. Vieram depois os infantis “O Baú- Lembranças & Brincanças” e o “O Homem Mais Sério do Mundo”, ambos em palco italiano. E, até então, as idas à rua aconteceram em forma de intervenções e esquetes.

No final de 2012, já falávamos que o próximo espetáculo seria de rua (como quem diz: agora tem que ser!). E, ao mesmo tempo que se disse rua, já ouvimos a Carol dizer: eu dirijo (como quem, jogando Rondon, diz: eu pego!).
A temática EGOÍSMO já estava lançada e a palavra UMBIGO já cercava nossas mentes, ainda que incertos de que esse seria o nome.



Em 2013, começamos os nossos E.U.  (abreviação que usava na minha agenda para marcar os dias de Ensaio do Umbigo). Esta abreviação também chegou a ser cogitada como nome para a peça e ainda houve diversos desdobramentos sobre o que poderiam significar essas duas letras... tantos, tantos e tantos que chegamos até em Esquizofrenia Urbana (?) - sem que esse fosse seriamente cogitado.

Olhos atentos pelas ruas, para falar dos egoísmos coletivos, tão claramente presentes nas grandes cidades. Olhos atentos no grupo para perceber e apontar os nossos egoísmos. E o mais difícil, olhos atentos aos nossos umbigos, para se auto perceber e aceitar os apontamentos.

E começamos assim, sempre após Esticar os Umbigos (referencia as sessões de alongamento), e após a meditação do coração, trazendo para as improvisações essas nossas observações.


Desde então, muita coisa aconteceu para que chegássemos a essa proposta que está agora prestes a estrear. Estamos todos grávidos, chegando ao final de uma longa gestação, com dores, inchados e cheios de expectativas. Por vezes querendo que nasça logo, por vezes querendo segurar o máximo que der dentro da barriga, com medo de tudo que virá após o nascimento! Quero um parto humanizado, e respeitar o tempo necessário para se fazer o corte do cordão Umbilical! Sabendo que o nascimento é o primeiro passo, estou contando com os amigos para um crescimento saudável e com o retorno do público, para que assim o espetáculo seja lapidado.


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