terça-feira, 1 de agosto de 2017

OFICINA MONTAGEM: A peça didática de Baden Baden sobre o Acordo


OFICINA DE MONTAGEM
05/09 a 30/11
terças e quintas, das 19h às 22h
CCMQ
Rua dos Andradas 736
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Informações pelo email oficinas@grupotrilho.com.br
vagas limitadas
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MINISTRANTES

Caroline Falero
Leo Bello
Sérgio Baiano


SOBRE O TRILHO

Em setembro, inicia a segunda oficina montagem do Grupo Trilho de Teatro Popular dentro do projeto Ocupa Mário 2017, na Casa de Cultura Mário Quintana. O Grupo desenvolve, de maneira colaborativa, uma pesquisa teatral popular e sociopolítica, voltada para a formação e fruição artística tendo como referências principais o estudo do Teatro Épico e didático de Bertolt Brecht, a pesquisa da musicalidade cênica e a linguagem da palhaçaria. A união desses elementos resulta, desde 2011, na construção, em sala de trabalho, de dramaturgia e trilha sonora autorais.  Ao longo dessa trajetória, a relação entre teatro e aprendizagem continua sendo um dos alicerces da poética do Grupo. A influência de Brecht exige de seus integrantes a eterna busca pelo aprendizado e pela atuação crítica em suas ações artísticas e ideológicas. Ao mesmo tempo, reforça a busca por um teatro que tire seu espectador do estado passivo e apreciativo e o leve à reflexão sobre a transformação da sociedade em que está inserido.  O segundo espetáculo do repertório do Grupo foi a peça didática A Decisão, de Brecht, em 2008, um momento fundamental da trajetória do Trilho, sendo possível, através desse processo, a construção de identidade e de linguagem que seriam reforçadas nos anos seguintes. A montagem contou, também, com a criação de uma monografia que traça paralelos entre a criação teatral coletiva e os conceitos de indivíduo e coletivo.

SINOPSE DA OFICINA

A oficina montagem propõe uma abordagem ao trabalho do ator, partindo de seu potencial criativo. O curso é direcionado a atores e a não atores e tem como objetivo a montagem do texto A peça didática de Baden Baden sobre o acordo, escrito em 1930 por Bertolt Brecht. Durante 03 meses, o aluno é convidado a se envolver em todas as etapas do processo de montagem: preparação corporal e vocal; abordagens teóricas sobre o texto do dramaturgo alemão - como o contexto da Alemanha na época em que o texto foi escrito, relacionando com o atual contexto do Brasil; exercícios de improvisação e de expressão corporal; construção de personagens e de cenas; ensaios; e, por fim, a realização de 03 apresentações. 
Nesta segunda edição será mantida a disponibilidade de 04 bolsas integrais para pessoas interessadas em participar da oficina mas que não tenham condições financeiras para o investimento. A seleção dos bolsistas acontecerá mediante análise de carta de intenção. 

A oficina de montagem é ministrada pelos atores Caroline Falero e Leo Bello e pelo músico  Sergio Baiano, todos integrantes do Grupo Trilho de Teatro Popular. 


SOBRE O TEXTO

A peça didática de Baden Baden sobre o acordo foi escrita por Brecht em 1930 e, segundo Fernando Peixoto, “rompendo com todo o teatro tradicional, passa agora à construção de um teatro mais consequente, direto, didático, pedagógico, incisivo, seco, decididamente político”. A peça foi escrita em resposta ao seu texto radiofônico, também didático, anterior O vôo sobre o oceano. Neste primeiro, o tema é a glorificação da ciência moderna em sua batalha contra a natureza. O tema é retomado no ano seguinte com o texto Baden Baden, porém aprofundando agora a própria contestação do progresso. Um estudo objetivo da responsabilidade do homem no mundo, girando em torno da pergunta: o homem ajuda o homem? O texto se estrutura em 3 enquetes e a resposta é sempre negativa. 


 SOBRE BRECHT

Sob forte influência do teatro Agitprop (abreviação de agitação e propaganda), uma ferramenta de disseminação das ideias e princípios do comunismo, criado concretamente pelo Partido Comunista Soviético, em 1920, e também experienciado pelo diretor alemão Erwin Piscator na Alemanha social democrata, Brecht rompe com o teatro tradicional. Em seus textos anteriores, contestou a super estrutura cultural burguesa a partir dela mesma e de seus elementos. Passa agora a construção de um teatro novo. As peças didáticas de Brecht seriam uma oportunidade de realizar uma arte política destinada não somente aos espectadores mas também aos próprios realizadores. Os atores de seu teatro didático deviam ensinar aprendendo. A Alemanha, nesse período, conta com cerca de 14 mil corais operários, que querem um repertório adequado às suas atividades. Alguns querem mesmo textos revolucionários para serem cantados e representados. Brecht começa então a modificar totalmente a função e o sentido do teatro na sociedade, instituindo formalmente variações entre o Teatro Dramático e o Teatro Épico (posteriormente Brecht passa a usar o termo Teatro Dialético).

sexta-feira, 30 de junho de 2017

GRUPO TRILHO DE TEATRO POPULAR APRESENTA 
MAHAGONNY: CIDADE ARAPUCA
NA CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA




O Grupo Trilho de Teatro Popular apresenta, na próxima semana, MAHAGONNY: cidade arapuca na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre. A montagem é resultado da primeira oficina montagem do Grupo, projeto que foi contemplado no edital Ocupa Mário.

MAHAGONNY: cidade arapuca é a adaptação da peça “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny” de Bertolt Brecht. A montagem foi criada com a orientação cênica e musical dos integrantes do Grupo Trilho, a partir do material autoral dos oficinandos, apostando no potencial criativo de cada um. Durante o período de março a julho de 2017, o Trilho experimentou, pela primeira vez em seus 11 anos de existência, ministrar uma oficina utilizando seus processos de criação: o Teatro Épico, a palhaçaria e a investigação musical.

A peça conta a história da fundação e da ruína de uma cidade fictícia chamada Mahagonny, uma associação direta aos grandes centros urbanos, onde as relações sociais estão interligadas com o consumo, com a ideia de um prazer que pode ser adquirido por meio de pagamento. Após a ameaça de um furacão, os habitantes vão ao extremo e decidem que tudo é permitido, desde que se tenha dinheiro para pagar.

Seguindo a pesquisa do teatro social e popular, que compõe 11 anos de trajetória, o resultado da oficina montagem traz às ruas de Porto Alegre uma Mahagonny que em muito se parece com Porto Alegre, ou mesmo com qualquer outra localidade do Brasil. 

Nos dias 07, 08 e 09 de julho, será possível prestigiar o resultado desse processo. As apresentações acontecem às 20h, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana. A entrada é gratuita e a colaboração espontânea!


MAHAGONNY: cidade arapuca
07,08 e 09 de julho
sexta, sábado e domingo, às 20h
Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mário Quintana
Rua dos Andradas, 736.
ENTRADA GRATUITA com contribuição espontânea no chapéu
Mais informações: 

Sinopse: 
A peça conta a história da fundação e da ruína de uma cidade fictícia chamada Mahagonny, uma associação direta aos grandes centros urbanos onde as relações sociais estão interligadas com o consumo, com a ideia de um prazer que pode ser adquirido por meio de pagamento. Após a ameaça de um furacão, os habitantes vão ao extremo e decidem que tudo é permitido, desde que se tenha dinheiro para pagar.


Ficha técnica 
Elenco: Douglas Ferreira, Eduardo Schenini, Fernanda Stürmer, Gabriel Farias, Luiz Lisboa, Manu Goulart, Matheus Fernandes, Patrícia Rocha e Pedro Sitta 
Orientação Cênica: Bruna Immich, Caroline Falero, Daniel Gustavo e Leo Bello 
Orientação Musical e Vocal: Morena Bauler e Sergio Baiano 
Criação da Trilha Sonora: Sérgio Baiano e Fernanda Stürmer
Confecção de adereços: Francisco de los Santos e Liana Keller
Arte Gráfica: Luiz Lisboa
Adaptação coletiva do texto "Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny" de Bertolt Brecht
Fotos: Marla Assumpção
Duração: 50 min aproximadamente
Faixa etária recomendada: indicado para maiores de 14 anos 

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